13 de julho de 2015

De volta pra casa

79 kg

(- 1,4 kg)





De volta à casa dos 70! :D 

Finalmenteeeeeee!!! Mal posso acreditar que as coisas estão caminhando de novo. Estou de volta a essa casa tão querida e consegui perder mais da metade do peso que tinha ganhado na praia. Agora falta só pouco mais de 3kg pra tudo voltar ao normal. 

Andei sumida porque, desde que saiu o edital do concurso da Diplomacia, minha vida virou numa loucura! Aliás, quero pedir desculpas à minha leitora querida Alessandra pelo sumiço! Mas continuamos na luta! E eu tô super feliz com teus progressos :D Um beijão, Alê! 

Durante esse tempão que fiquei fora, tive algumas flutuações de peso significativas. Logo na semana seguinte da última postagem, tinha conseguido baixar pra 79,7 kg. Porém, na outra semana, tive eventos de comilança e beberrança no sábado (um "chá das cinco" promovido por uma tia, que na verdade era um buffet de doces e salgadinhos numa confeitaria, seguido de cervejada com as amigas) e, logo na quinta seguinte, foi aniversário do meu irmão: ou seja, teve cachorro-quente, teve salgadinho, teve torta, e na sexta a balança subiu pra 81,5 kg. Mas na outra semana já voltei pros eixos, baixei pra 79,7 kg de novo e agora cá estamos :) Aliás, minha personal já decretou a faixa dos 80 kg como meu novo peso máximo aceitável, então nada mais de gangorra. 

Chega de sobe e desce!
  
Nesse meio-tempo, fiz meus exames e fui lá me consultar com a Dra. Miriam. A consulta foi ótima, acabei emagrecendo 1 kg na balança dela, mas meus exames de TSH ainda não ficaram 100%. Como não tenho mais tireoide, meu TSH tem que estar sempre zerado, e ele ainda está em 1,5 (o que é um nível bom pra uma pessoa normal, mas não pra mim). Ela me mandou repetir o exame e voltar lá no fim do mês. Acho que ela ficou feliz com o quilo perdido e nem veio com aquele terrorismo de "agora você vai ter que fazer dieta pra valer" hahaha... Aliás, eu não tenho como expressar o meu amor por essa endócrino. A gente sempre conversa muito sobre alimentação e já está mais do que comprovado que meu ponto fraco são os exageros de fim de semana. E eu ando percebendo que, simplesmente controlando esses exageros, sem precisar ficar só à base de salada, grelhado e frutas, eu posso comer de tudo e emagrecer bastante. 

E é o que eu tenho feito. Estou aliando a filosofia da comida de verdade com a regra de 3 da Diane, e está dando muito certo. Na semana que passou, por exemplo, saí um dia com uma amiga e tomei umas cervejas, mas não teve comilança nem doces. No fim de semana, minha mãe fez feijão e eu dei uma incrementada nas minhas refeições: além da minha carne moída com legumes, uma porção de arroz com feijão e uns pedaços de mandioca na manteiga. Foi delicioso, matou a fome, não pesou, reconfortou o coração (hahahaha), foi sem culpa, foi saudável, enfim... foi divino. 

Comida de verdade

Com a loucuragem dos estudos, infelizmente não estou conseguindo ir na academia todos os dias. Hoje, por exemplo, estou matando a academia pra postar no blog hahaha (brincadeirinha, é que tá caindo o mundo aqui em Porto Alegre e, como estou me recuperando de uma tosse-quase-pneumonia, achei melhor não sair na tormenta). Estou numa média de 3 a 4 dias na semana, já que tenho 2 treinos com a personal e tento fazer mais uns aeróbicos. Mas estou tranquila porque meu condicionamento está muito bom. Já estou pegando 80 kg na cadeira extensora, coisa que eu nunca imaginei ser possível. Pensar que nos idos tempos eu morria pra levantar 10 kg... Ainda não estou conseguindo correr por causa da tosse, e também porque a minha personal prefere que eu emagreça um pouco mais, pra minimizar o risco de voltar com aquela lesão da canela. Por enquanto, realmente a prioridade número 1 é a prova do concurso no dia 2 de agosto. Até lá, vamos levando como dá. Vou continuar treinando na manha, até porque não quero correr o risco de me lesionar na semana da prova hahaha... 

Mas não esqueci do meu compromisso com a Diane na nossa última avaliação: pesar 77,8 kg dia 24/07 ;) Faltam 2 semanas e vou continuar me esforçando por essa meta de perder 2,5 kg por mês. Afinal, a ideia continua sendo chegar nos 65 kg (a meta da Dra. Miriam) até o fim do ano ;) Simbora!

15 de junho de 2015

Caiu, levantou

80,4 kg

(- 1,3 kg)


Perder mais de 1 kg em uma semana é sempre motivo de comemoração, mas o que eu estou celebrando mesmo é ter conseguido retomar o controle sobre a minha alimentação. Dessa vez não teve ataque de compulsão nem farra gastronômica, graças a Deus! A semana transcorreu na mais perfeita paz. 

Bom, isso pelo menos no que diz respeito a alimentação/atividade física. Porque, de resto, essa foi uma semana de fortes emoções. Nem bem deu pra curtir a fossa da engorda de mais de um quilo, eu já estava sendo acordada pelos apitos do Whatsapp com a mensagem de que saiu a portaria aprovando o concurso da Diplomacia. Para tudo!!! O concurso finalmente vai sair!

Partiu estudar
  
Bateu o pânico generalizado e corri pros grupos no Face pra saber mais novidades. Ao que tudo indica, as chances são grandes de a prova cair no dia do meu aniversário. Haja coração! Com isso, tenho pouco mais de um mês e meio pra revisar toda a matéria e estar afiada no dia da prova. Fora que, de um dia pro outro eu, que já estava de malas prontas pra voltar pro Banco, tive que me virar pra arrumar uma grana extra pra poder ficar mais um mês sem trabalhar. Que loucura! 

Graças a isso, fui obrigada a promover algumas mudanças na minha rotina. Entrei no modo de economia de dinheiro nível hard, o que inclusive vai me fazer cortar algumas aulas com a personal trainer, infelizmente. Em vez de 3 aulas por semana, terei que ficar só com 2. Vou continuar fazendo a 1 hora de aeróbico nos outros dias, o que até que não vai ser ruim pros meus objetivos imediatos de perder peso. Também vou deixar de almoçar no quilão e vou passar a preparar toda a minha comida em casa. Eu estava achando que ia ficar bem mais incomodada com isso, mas já comecei preparando um guisado de carne que ficou divino, junto com legumes salteados no alho. Minha mãe surpreendentemente está me ajudando: ela preparou a salada de alface com tomate e pepino, e ainda cozinhou um feijãozinho no fim de semana. No fim das contas, estou comendo bem melhor do que no quilão rs...

Eu na cozinha hahaha...
  
Também estou cumprindo um cronograma insano de estudos, que me toma de 8 a 12 horas por dia. Estou muito pilhada e focada, o que está sendo ótimo pra todos os setores da minha vida. Porque eu acabo levando essa disciplina pra alimentação e pra atividade física também. Estou bebendo mais água, colocando empenho em preparar minha própria comida e comendo com mais consciência. Está sendo uma fase incrível! 

Pra melhorar tudo, estou bem pertinho de voltar pra casa dos 70 :D Já que nos últimos dias o único "deslize" foi ter tomado umas cervejas no sábado, estou otimista pra pesagem da semana que vem :) Aliás, essa é a hora de estar otimista com tudo! Que Deus me ajude e vamo que vamo! Simbora!

"Se você pode sonhar, você pode fazer." - Walt Disney

8 de junho de 2015

Fracasse melhor

81,7 kg

(+ 1,1 kg)

Tudo começou com uma inocente ida ao cinema. Já que quinta-feira começava o feriadão, resolvi ir ao cinema com a minha melhor amiga na quarta à noite. Fomos ver o Terremoto (que é muito bom, recomendo!), comi uma pipoca e bebi água, tudo normal. Depois do filme, resolvemos jantar e fomos no Joe & Leo's. E foi aí que a ladeira abaixo do feriadão começou. Eu comi um hambúrguer com onion rings, bebi água e tomei uma taça de sorvete de sobremesa (bem generosa). 

No dia seguinte, havia combinado de ir até a casa dessa mesma amiga pra gente pesquisar preços de passagens e hotéis pra nossa próxima viagem. Deu fome e ela acabou cozinhando uma massa pra gente comer. À noite, pedimos pizza e dessa vez tomei um copo de refri. De sobremesa, tinha pizza doce. 

Na sexta-feira me pesei e, obviamente, o resultado da orgia gastronômica acusou na balança. Fui pra academia, levei pito da minha personal e prometi me controlar no finde e me exercitar no sábado e no domingo. 

Só que então no sábado começou aquele comichão. Era dia de finais em Roland Garros, e acabei passando o dia inteiro no sofá vendo tênis na TV. Os pensamentos obsessivos em comida começaram a me assombrar. Eu sentia aquela angústia advinda da ansiedade presa na minha garganta. Não era fome, nem ao menos desejo por uma comida específica. Era um ataque de compulsão.

Comi uns pastéis que minha mãe tinha feito e bebi refri. Depois, comi um bombom. Aquilo aplacou apenas parcialmente a minha ansiedade. Dormi mal, com peso no estômago, e no domingo a ansiedade continuou tomando conta de mim. De novo, tênis, Fórmula 1 e futebol na TV me prenderam ao sofá por praticamente o dia inteiro. A única hora em que calcei um tênis pra por os pés na rua foi quando a minha ânsia por comida foi tanta que eu fui no supermercado comprar sorvete. Jantei uma massa ao alho e óleo com frango à milanesa e bebi refrigerante. Tomei umas 3 taças de sorvete.

Fazia um tempinho que esses episódios de compulsão não me atacavam, e eu não sabia muito bem o que fazer. Tentei me lembrar das instruções que eu já havia lido no Brigadeiro de Alface, tentei me acalmar, relaxar, controlar meus pensamentos, mas nada adiantava. Aquela angústia só passaria quando eu estivesse de bucho cheio. E assim foi. 

Sei que a falta do exercício nesses dias contribuiu pra tudo isso, e muito. Afinal, a endorfina provê o prazer que eu buscaria na comida, e o cansaço é um relaxante que ajuda a controlar a ansiedade. Não sei dizer exatamente o que desencadeou esse ataque, porque eu vinha consumindo alimentos mais calóricos de forma controlada, sem ser assaltada pela compulsão. Não sei se foi a mudança de rotina, com um feriado no meio da semana, ou a vontade exacerbada de comemorar a cura do câncer rs. Mas dessa vez alguma coisa clicou dentro da minha cabeça e meu apetite degringolou totalmente. 

Como eu venho dizendo sempre, encontrar um equilíbrio na sua relação com a comida é o desafio mais difícil em um processo de emagrecimento. Nesse feriadão que passou, falhei bastante nas minhas tentativas de autocontrole, mas gosto de pensar que a experiência é um aprendizado. 

E aqui tomo emprestadas as palavras de Samuel Beckett, as mesmas que estão tatuadas no braço do carinha que foi campeão de Roland Garros hoje:

Tenta.
Fracassa.
Não importa. 
Tenta outra vez. 
Fracassa de novo. 
Fracassa melhor.

Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
  
Fracassando de novo, mas fracassando melhor, seguimos adiante. Simbora!

2 de junho de 2015

Para todo mal há cura

80,6 kg

(- 0,3 kg)

Esta seria uma semana sem muitas novidades, se não fosse pela consulta com a minha endócrino. Foi lá que eu recebi a melhor notícia de todos os tempos da última semana: estou curada! =)


A Dra. Miriam olhou meus exames do último rastreamento, anotou algumas coisas no laptop dela e o que se seguiu foi uma enxurrada de boas notícias: esse foi o último rastreamento que precisei fazer (graças a Deus!!!!) e eu já posso me considerar curada, já que todas as células da finada tireoide sumiram do mapa. Adeus, câncer! 

Goodbye, bitch

É claro que eu preciso continuar monitorando, já que todo câncer pode acabar voltando em algum momento, mas agora só preciso fazer uma ecografia todo ano, o que é um zilhão de vezes melhor do que fazer rastreamento. 

Também, a pobre médica teve que me ouvir desfiar todo o meu calvário do período do rastreamento: que eu não aguentava mais essa história de ter que ficar 1 mês sem o hormônio, que meu TSH foi a quase 200, que minha frequência cardíaca caiu a 45 bpm, que eu mal tinha forças pra viver etc. etc. 

Ela também me esclareceu que meu corpo ainda não está totalmente recuperado do hipotireoidismo (o que eu já desconfiava), e meu TSH só deve normalizar por completo no final do mês. Ela me pesou e eu emagreci quase 1 kg em comparação à última consulta (de antes do rastreamento). Eu contei que estava indo à academia todos os dias, inclusive durante o hipotireoidismo, e ela ficou bem impressionada. A Dra. Miriam então me perguntou como estava minha disposição pra retomar uma dieta mais restritiva e eu confesso que não dei muita esperança pra ela. Em decorrência de tudo isso, ela marcou meus exames de TSH pro fim do mês e disse que só então vamos voltar a conversar sobre a dieta. Ufa! 

Só mais um pouquinho hahaha...

Eu estou agora me preparando psicologicamente pra enfrentar uma dieta mais severa a partir de julho. Sei que parece papo de gordo, mas preparar a cabeça é uma parte fundamental de um regime bem-sucedido. Aliás, eu hoje em dia só controlo a minha alimentação, comendo verduras e legumes e evitando besteiras, depois de um longo trabalho pra fazer com que a razão assumisse o controle da minha alimentação. Porque se dependesse só da vontade do meu corpo, dos meus instintos, eu tava bebendo refri e comendo salgadinho todo dia. A alimentação que eu tenho hoje é o verdadeiro triunfo da minha cabeça sobre o corpo! 

Com a última pesagem do mês em mãos, eu pude fazer um balanço de como funcionou minha estratégia de adotar uma dieta mais "liberal" em maio. Emagreci 1,3 kg no total, o que está bem longe de ser ruim. Ainda mais se eu pensar que, basicamente, não passei vontade de nada o mês inteiro. Teve doce, teve cerveja, teve massa, teve refri, teve MUITA comida de verdade, e no fim do mês ainda emagreci mais de um quilo. No último fim de semana, por exemplo, comi feijão de sexta a domingo, comi um frango à milanesa que minha mãe fez e minhas sobremesas foram um bombom de chocolate alpino. Essa é uma dieta que eu poderia sustentar tranquilamente pelo resto da vida. Aliás, essa é a ideia. 

A questão é que eu tenho algumas razões pendentes pra querer emagrecer um pouco mais rápido, pelo menos neste momento. A primeira delas é que eu ainda estou "em débito" comigo mesma, porque ganhei 8 kg nas férias e ainda falta perder 5 deles. A segunda razão é que quero voltar a correr e, para minimizar o risco de lesão, preciso estar mais leve. Além disso, o inverno é um ótimo período pra acelerar o emagrecimento, porque o corpo gasta mais calorias pra se manter aquecido (pelo menos aqui no polo sul rsrs). Fora que no fim do ano começam as festas e aí sim é bem difícil conseguir um emagrecimento robusto.

Preparando a próxima pernada
  
Sem contar que agora em junho eu completo 2 anos de vida nova. Se por um lado foi excelente ter perdido 12 kg e ganhado um valor incomensurável em saúde nesse período, por outro lado eu não quero levar mais 4 anos pra chegar à minha meta. Mês que vem eu completo 35 anos e sei que a cada ano o corpo vai ajudando menos a emagrecer. Eu ainda quero fazer a cirurgia de redução dos seios, então realmente não dá pra dizer que eu tenho todo o tempo do mundo. Quero resolver toda essa parada ainda nos meus 35, por isso a partir de julho vamos dar uma acelerada

Agora que já deixei o capítulo mais difícil da minha vida pra trás, é hora de encarar novos desafios. Ainda tem muita coisa boa pela frente ;) Simbora!

26 de maio de 2015

O peso das escolhas

80,9 kg

(- 0,3 kg)

É, a vida não tá fácil, gente... Além de ter que aguentar gente desocupada que vem falar merda no blog alheio sob o confortável manto do anonimato, ainda passei os últimos dias à base de remédio, cheia de cólica, dor de cabeça, calafrios, tremedeira, sensação de febre e o que parece ser uma zica generalizada rs.

Para uma vida mais saudável, evite

Na última sexta-feira fui viajar pra Santo Ângelo e a viagem me deixou um gosto meio bittersweet. Sempre é bom rever a parentada, especialmente porque o povo do interior é muito acolhedor. A gente conversa, conta causos, dá risada, come e bebe muito bem, enfim, é sempre um prazer. Só que dessa vez o motivo da viagem não era dos melhores: temos uma tia lá que tem 98 anos e fomos visitá-la porque ela anda meio ruinzinha. Ela está internada em uma casa geriátrica e foi bem deprimente ir lá vê-la. Eu me emocionei porque olhava aqueles velhinhos meio abandonados no asilo e fiquei imaginando que podia ser a minha mãe, sabe? É muito triste. Acho até que essa visita ajudou a me deixar ruim o fim de semana inteiro, porque é um desgaste espiritual muito grande.

Seja como for, viajar é sempre bom

Quanto ao combo alimentação/atividade física durante a viagem, acho que foi as good as it gets. Tentei botar a regra de 3 em prática, mas houve janta e almoço onde rolou cerveja e sobremesa. Pelo menos no quesito refrigerante rolou só meio copo. Aliás, acho que está em andamento uma conspiração divina pra me livrar do refri, porque tomei metade do copo e caiu um pedaço de comida dentro que alguém estava servindo rsrsrs... Além disso, caminhei bastante todos os dias, porque a gente estava sem carro e como a cidade é pequena é muito fácil fazer as coisas a pé. No geral, sinto que exagerei um pouco no café da manhã, porque comi bolo e bebi mais suco do que o normal (embora tenha sido suco de fruta natural). Mas as refeições foram basicamente churrasco com algum acompanhamento, então não houve assim nenhuma comilança. 

Hoje acordei meio tarde, vi uns jogos de Roland Garros e fiquei meio na preguiça em cima do sofá. Mas foi me dando aquele comichão de academia hahahaha... que eu tive que correr pra fazer meus aeróbicos. Suei bastante, entreguei meus 60 minutos de transport e esteira e voltei pra casa feliz.

Encontro marcado de segunda, quarta e sábado
  
Quarta-feira finalmente voltarei a me consultar com a Dra. Miriam. Não sei se vai ter pesagem ou se ela só vai querer ver o resultado do exame. De qualquer maneira, vai ser legal voltar a ter um acompanhamento. Essa semana também terei mais um piercing implantado na minha gengiva na dentista, o que é prenúncio de não conseguir comer direito nos próximos dias. Felizmente, segundo minha orto, já é a fase final do tratamento. Queira Deus! 

Pois é, a vida não anda fácil, mas a gente segue lutando. Afinal, ficar sentada no sofá não vai resolver nada, né? (Nem ficar sentada na frente do computador deixando comentários esdrúxulos nos blogs alheios, né? rsrs...). Seguimos na batalha. Simbora!!! 

"Nós marchamos para a vitória ou marchamos para a derrota. Mas nós seguimos em frente." -- Stannis Baratheon

19 de maio de 2015

Assim, assim

81,2  kg

(+ / - 0 kg)

Reza a lenda que toda blogueira light deve estar sempre e constantemente trabalhando em algum projeto (kkkkkkkkk). Pra não fugir à regra, eu estou atualmente empenhada no projeto de comer normal. Desde que terminou o martírio do exame, e em decorrência de muita coisa que eu tenho lido sobre fazer as pazes com a alimentação, tudo que eu queria era ter uma relação normal com a comida. Não me impor privações, não passar fome, comer coisas que me façam bem, nutrir meu corpo de forma saudável, evitar episódios de compulsão alimentar etc.

Minha ideia inicial é ir até o fim de maio com esse "projeto" e ver como a minha perda de peso evolui. Bem ou mal, embora eu hoje em dia tenha uma preocupação grande com qualidade de vida, com a saúde de um modo geral e em manter sob controle meus transtornos alimentares, eu não posso esquecer que ainda tenho pelo menos mais 15 kg pra perder (isso contando a meta da Dra. Miriam, mais pode botar mais 5 kg aí se formos pensar aonde eu quero chegar).

A estrada é longa

E a gente tem que ter consciência de que a Lua não é um queijo, né? Eu vou esperar pelos resultados concretos no final do mês, mas eu imagino que, tendo uma alimentação um pouco mais "liberal", meu emagrecimento vá ficar em cerca de 1 kg por mês e olhe lá. Não que isso seja pouco (té melhor que engordar 8 kg em 5 semanas, né? kkkkkkk), mas ao mesmo tempo me dá uma certa ansiedade saber que eu já estava estabilizada numa faixa de peso bem mais baixa (ah, os 75 kg...) e agora tenho que ficar carpindo nos 80. 

Decidir entre acelerar ou não a perda de peso é uma escolha difícil e que deve ser bem pensada. Eu fiz isso bastante nessa última semana e pretendo continuar refletindo até o final do mês. Até porque esse é o tipo de coisa que não adianta decidir de uma hora pra outra: você precisa pegar um gás, uma motivação extra pra superar as dificuldades que certamente vão aparecer no começo. Mas pode ser que eu ache uma boa ideia voltar a pisar no pedal do acelerador. Aguardemos. 

Ando precisando baixar o caboclo desse cara aqui

Essa semana meu corpo não respondeu muito bem a nada. Peguei uma sinusite e fiquei 4 dias com dor de cabeça, dor nos olhos e à base de analgésicos. Minha personal trainer me botou pra fazer stiff na terça-feira e fiquei com dor na parte posterior da coxa, sem brincadeira, até sábado. Sendo que quarta, quinta e sexta eu mal conseguia andar. Na boa, eu nem sabia que, depois de quase 2 anos na academia, eu ainda pudesse sentir uma dor muscular tão punk com algum exercício. Socorro! 

Hoje fui pra academia por minha própria conta e fiz só a parte aeróbica: meia hora de transport pra dar aquela suada e meia hora de caminhada, pra ir recuperando a intimidade com a esteira. Acho que pro emagrecimento vai ser ótimo fazer esse treininho de 1 hora de aeróbico 3 vezes na semana. Também espero que a Diane não resolva castigar demais algum outro grupo muscular nos outros 3 dias em que terei o treino com ela (sim, minha semana "acadêmica" é de 6 dias hahaha...). 

Pelo menos consegui cumprir quase sempre a regra de 3 da minha personal. Na terça-feira saí com uma amiga e bebi cerveja. No sábado, tive o casamento do meu primo e aí deu-se a escorregada: teve cerveja e pizza doce de sobremesa (inclusive pedi e ganhei uma cerveja de graça do garçom gatinho que ficou a noite inteira me olhando hahahaha #acaradepau). No domingo eu ia ficar bodeando em casa mas minha dinda me convenceu a ir almoçar na casa dela e dar uma volta no parque pra aproveitar o dia de sol (de modo que ~ tecnicamente ~ eu me exercitei 7 dias essa semana O.o). Eu bebi suco no almoço (aliás estou a cada dia mais disposta a banir o refri da vida) mas de tarde a gente sentou pra ver séries e tomou sorvete. No sábado de noite eu realmente senti que comi e bebi demais. A recepção dos noivos foi numa galeteria que tinha um buffet de massas absurdo de bom. Aí com a minha comida preferida, e ainda deliciosa, é covardia. Também eu estava junto de um tio que bebe mais do que eu hahaha... então meu copo não parava vazio um segundo. E as pizzas doces (comi meia fatia de pizza de sorvete e meia de chocolate com M&M's) estavam mais deliciosas ainda. Foi a única refeição zoada do dia (eu tinha feito 45 minutos de aeróbico na academia de manhã, almoçado frango com salada, lanchado iogurte, tudo bonitinho), mas minha sensação foi realmente de sair da galeteria rolando rsrs... 

É possível que no próximo fim de semana eu vá a Santo Ângelo, então o desafio será manter a regra de 3 em prática, e me manter em atividade enquanto estiver viajando. Meu comportamento descontrolado em viagens é uma das coisas que mais me incomodam, e tá aí uma boa oportunidade de praticar. Simbora!

Viajando mas não na maionese ;)

11 de maio de 2015

O corpo conspirando (e transpirando)

81,2 kg

(- 1,2 kg)

Alegria e felicidade plenas: é só o que eu consigo sentir essa semana. Parece que meu corpo finalmente se tocou de que a gente tá tentando emagrecer e resolveu me ajudar um pouquinho com o processo rsrs... Falando sério, é um alívio ver que finalmente meu corpo parou de atravancar o processo de emagrecimento e começou a colaborar. Quase 1 mês depois de ter voltado a tomar o T4, parece que agora finalmente os sintomas do hipotireoidismo estão começando a ir embora. 

Uma das coisas mais deprimentes de ficar em hipotireoidismo é que, não importa o quanto você se esforce, é praticamente impossível emagrecer. O metabolismo fica lento demais, você retém líquido, é um terror. Pra completar, meu organismo já é lento por natureza, tudo que eu faço demora a dar um resultado, por isso também acredito que a normalização do TSH não esteja sendo de uma hora pra outra. Foi só essa semana mesmo que consegui sentir o corpo desinchando, o intestino funcionando bonitinho, o corpo respondendo ao treino de forma positiva... parece que essa semana meu corpo realmente voltou a funcionar!

Finalmente um corpo que funciona!
  
Eu já estou 100% bem do dente, e hoje até já comi uma barrinha de castanhas. O último fim de semana foi de aprendizados. Acordei tarde demais pra ir à academia, mas consegui me recuperar com uma caminhada de 50 minutos no Gasômetro. Não comi nada de extraordinário no sábado, apesar de ter um jantar na casa de uma amiga pra ir. Tomei umas taças de vinho (acreditem se quiser, parece que o inverno já se abateu sobre Porto Alegre! #winteriscoming hahahaha) e foi só. 

Durante os fins de semana, estou tentando sempre me lembrar da Regra de Ouro da minha personal trainer: se vai enfiar o pezinho na jaca, não enfie todo de uma vez. Segundo ela, eu posso escolher um entre os meus 3 "pecados" alimentares mais comuns: bebida alcoólica, doce ou refrigerante. Por exemplo, no sábado fiz a caminhada e estiquei até o shopping, pois precisava comprar o vinho pra levar no jantar, além do presente da minha mãe. Quando passei na frente do quiosque da Troppo Buono, vi que tinha sorvete de Pavê Italiano, um dos meus preferidos. Cheguei a pensar em pedir uma bola, mas desisti quando lembrei que eu ia beber mais tarde. 

No domingo, antes do almoço de Dia das Mães, que seria na casa da minha avó, passei a mão numa garrafa de suco de laranja que eu tinha na geladeira e garanti minha bebida pra acompanhar a refeição. Acabou que enchi meu prato de salada e não sobrou muito espaço pra me atracar no peixe assado, na lasanha e no strogonoff (sim, tinha tudo isso no almoço rsrsrsrs). Como não ia beber nem tinha tomado refri, me permiti comer a sobremesa.

Em breve: corredora de novo

Hoje fizemos um treino pauleira na academia, trabalhando bastante perna e abdome. A partir da semana que vem, não vou mais treinar com a personal todos os dias (nosso acerto é 3 vezes por semana, mas em razão das férias/exames/viagens/imprevistos/etc. ela estava me devendo umas aulas). Por um lado, isso vai ser bom porque vou ter as segundas, quartas e sábados pra fazer só o treino aeróbico. Acho que vai ser legal pra perda de peso e pra ir reacostumando o corpo à dinâmica da caminhada, já que logo vamos poder voltar à corrida.

Tô bem feliz! O corpo parece que está voltando ao normal, respondendo bem aos treinos, e estou conseguindo seguir a proposta de uma alimentação saudável sem paranoias. Tô animada pra seguir trabalhando e pra, logo, logo, sair dessa casa dos 80 :D Simbora!!!

4 de maio de 2015

O universo conspira

Depois do mega post-testamento de ontem, que falou tanto sobre trabalhar para ter a vida que se quer, hoje eu abro meu Facebook e me deparo com duas pérolas de sabedoria que se encaixam direitinho em tudo que eu falei. 

Primeiro, essa fala primorosa do Al Pacino em Scarface:

Ouch!
  
"Vocês são um bando de idiotas, sabem por quê? Vocês não têm coragem de ser o que vocês querem ser."

Depois, esse textinho maravilhoso do Flávio Gikovate (recomendo muuuuito seguir a página dele!) sobre autoconhecimento e mudanças. 

Autoconhecimento, trabalho, mudanças, autoestima: um círculo virtuoso

Se ainda havia dúvidas sobre se trabalhar pra mudar o que eu não gosto na minha vida é o caminho certo a seguir, acho que o universo me deu algumas respostas hoje. 

Vai ter mudança, sim! Vai ter trabalho, vai ter esforço, vai ter disciplina, e vou continuar andando pra frente, perseguindo meus sonhos. Simbora!

Baterias recarregadas: para o alto e avante!

82,4 kg

(+ 0,5 kg)

A semana que passou foi interessante. Pra começar, acho que podemos dar por encerrados definitivamente os festejos pelo fim do período de exames tenebrosos de câncer. Se eu tinha aproveitado o fim de semana passado pra cervejar e comer massa com as amigas, nessa semana eu aproveitei que extraí um dente na quarta-feira e tomei sorvete e fiquei me deliciando com as comidinhas da mamãe até o fim do feriadão. 

Foi tudo super bem na dentista, a extração foi bem tranquila e eu não senti dor nenhuma (não tô brincando, comprei uma cartela de paracetamol e só tomei um comprimido por precaução antes de passar o efeito da anestesia, porque não doeu nada mesmo). Como tinha a recomendação de ficar só nos pastosos e frios/gelados, fiz uma sopa de ervilha fria pra janta (já tinha almoçado normalmente depois de voltar da academia), fiquei tomando iogurte e depois do jantar tomei uma taça de sorvete. Alguma coisa aconteceu (sério, não sei se foram os remédios, porque antibiótico sempre me dá revertério estomacal) que no dia seguinte, além do buraco do dente, eu tinha também um buraco no estômago. Eu ainda tinha receio de comer sólidos, então fiquei o dia todo no iogurte. A sopinha não deu conta de matar a fome e, à noite, resolvi fazer uma massa. Enfim, né, era sólido mas era molinho -- e ia matar minha fome! Bom, nos outros dias minha mãe fez comida (adoro como as mães se compadecem de ter um filho "combalido" dentro de casa, e a reação de proteção delas é sempre fazer comida pra gente hahaha) e eu acabei comendo o que ela fez, sempre com aquele sorvetinho maroto de sobremesa.

Serena Williams

Fiquei me sentindo meio cheia nesses últimos dias, tanto pela ausência de atividade física quanto pela alimentação mais fora do padrão. Também estava sentindo que comecei a entrar num desequilíbrio alimentar. Fiquei confusa por não poder comer as coisas a que eu estava acostumada, e já me sentia tendo aquelas "vontades" por comida fora da minha rotina, como massa e açúcar. 

Simona Halep

Bom, a restrição à atividade física vai até terça-feira, quando vou tirar os pontos. Isso significa que quarta-feira já posso voltar aos treinos. Quanto à alimentação, agora já estou conseguindo comer mais normal (mastigando com cuidado, acho que consigo comer qualquer coisa), então vou voltar a uma espécie de rotina já nessa segunda-feira: frutas, gelatina, uma sopinha, um pãozinho integral etc. 

A verdade é que essa semana de "liberdade" alimentar serviu pra mim como uma espécie de tempo pra pensar. Aliás é engraçado como, sempre que a gente sai um pouco da dieta, parece que consegue pensar mais claramente sobre o processo como um todo, especialmente sobre as motivações pra emagrecer. E, pelo menos no meu caso, eu volto pra "realidade" muito mais empolgada e animada pra correr atrás do emagrecimento. Não sei se é o suprimento extra de glicose que dá essa energia rsrsrs... mas o fato é que sempre que dou essas paradas eu começo a refletir sobre o que o emagrecimento significa pra mim e o que me motiva a seguir na luta.

Maria Sharapova
  
Na verdade, ultimamente eu ando lendo muitas coisas sobre autoimagem, autoaceitação e amor-próprio. E eu me identifico muito com tudo isso! Eu sou super favorável a um mundo com mais amor e aceitação entre as pessoas, onde a gente seja julgada menos pela nossa imagem e mais pelas nossas ações, onde as pessoas sejam menos obcecadas pela aparência e parem de se definir apenas com base no formato do corpo, cor da pele, cabelo etc.

Caroline Wozniacki
  
Mas, ao mesmo tempo, por mais que eu mergulhe nesse universo, eu não me desvencilho da vontade colossal de emagrecer. Se para algumas pessoas esse autoconhecimento deve ser uma libertação, uma carta de alforria da vida fitness, em mim o desejo de emagrecer permanece inabalável. E essa semana mais uma vez tudo isso foi posto à prova. Afinal, eu passei uns dias vivendo aquela minha "velha vida" de sofá e guloseimas, e o resultado foi que eu não gostei nada disso. O resultado foi que eu simplesmente não quero ser essa pessoa. 

OK, eu também não quero ser a pessoa que leva marmita de frango com batata doce pros lugares rs. Eu tenho consciência de que estou bem longe de conseguir alcançar um equilíbrio alimentar, e tenho muita estrada até chegar lá. Mas, de um modo geral, eu quero ser a pessoa que acorda no fim de semana com disposição pra ir dar uma caminhada no Gasômetro. A pessoa que vai pra cozinha fazer pratos saudáveis, e não só atacar besteiras. A verdade é que nada na vida de uma pessoa gorda me atrai. Quando me olho no espelho, eu me sinto muito mais bonita, mais segura, mais confiante, mais atraente, mais sexy, mais interessante, mais tudo quando estou mais magra. Quando consigo ver as linhas que dividem o abdome ao meio, quando a papadinha embaixo do queixo some e o maxilar fica mais marcado. Eu me sinto melhor quando minhas calças não marcam bordinhas de catupiri na cintura. Eu me sinto melhor quando meu quadril diminui, quando meus seios não ficam explodindo dentro do sutiã, quando percebo definição muscular nas minhas coxas. Eu me sinto bem quando posso usar aquele vestido comprido sem ficar com barriga de grávida. Quando caminhar durante muito tempo não castiga meus pés, nem a parte interna das minhas coxas. Eu me sinto incrível quando uma pessoa que não me via há muito tempo fica de boca aberta pelo tanto que eu emagreci, e quando uma amiga passa a me chamar de "magrela". Eu me sinto mil vezes melhor podendo entrar numa loja e sabendo que vou achar roupas do meu tamanho lá, porque agora eu visto 42-44 e não mais um número na casa dos 50. Isso é totalmente minha experiência e percepção pessoal, mas pra mim a minha vida de gorda é como uma pantufa: ela me dá um conforto inigualável pra ficar dentro de casa, mas não serve pro mundo exterior, pra vida real. Eu não acho glamuroso passar o fim de semana debaixo das cobertas comendo brigadeiro de panela e assistindo a maratonas de séries. Essa coisa de ficar em casa comendo e bodeando definitivamente não é a vida que eu quero pra mim. Muito embora esse seja o meu default! Sim, eu me habituei a fazer isso desde pequena, e por isso pra mim é tão difícil lutar contra esses hábitos.

Ana Ivanovic

Eu adoro acreditar que aquilo que a gente sempre fez não é o que determina quem a gente é. Como diz um blogueiro que eu adoro, você pode ter sido o maior "couch potato" do mundo até ontem, e resolver mudar tudo a partir de hoje. E é engraçado como a gente pode vivenciar na pele, durante tanto tempo, esse descompasso entre aquilo que a gente deseja e aquilo que a gente efetivamente faz. Porque eu sempre fui, desde criancinha, fã de esportes. Meus modelos de sucesso sempre foram atletas. Quando eu era adolescente, eu queria ser a Martina Hingis. Mas a minha realidade sempre foi tão diferente disso, que eu não conseguia enxergar o quanto minha ação era necessária pra eu transformar a minha vida naquilo que eu gostaria que ela fosse. É como se, algum dia, alguém fosse chegar com uma varinha mágica pra transformar a minha vida naquilo que ela deveria ser, pra me resgatar de tudo que estava errado. Infelizmente, eu demorei muitos anos pra me dar conta de que nada na minha vida ia mudar a menos que eu mesma tomasse a iniciativa de agir pra transformar as coisas. Mas, bem, o que importa é que agora eu sei, certo? ;) 

Martina Hingis

Quando eu fui ao Rio de Janeiro este ano, tive a oportunidade de reencontrar uma amiga do colégio que é uma verdadeira inspiração pra mim. Ela é formada em jornalismo e fez uma especialização em Relações Internacionais (que nem eu!), e com isso começou a trabalhar em uma das maiores revistas do mundo sobre política internacional. Ela também tinha feito outras duas faculdades, entre elas a de Educação Física, e hoje em dia tem uns 3 clientes de personal trainer, que ela mantém só pra desopilar. Ela é super magra, mas aquele tipo de magra que tem definição muscular, sabe? Quando eu reencontrei essa guria lá no Rio, eu ficava olhando pra aquela mulher maravilhosa, que tem exatamente a mesma idade (e a mesma altura!) que eu, com aquele corpo mega em forma e trabalhando naquilo que ama (e que casualmente é o que eu amo também!). Eu juro que não senti inveja, não no sentido destrutivo da palavra. Ao contrário, quero muito que Deus abençoe essa pessoa iluminada e que ela tenha cada vez mais sucesso na vida, porque ela merece muito! Mas ela me arrebatou como uma inspiração, sabe? Eu só conseguia pensar: mas por que eu não posso ser assim também? E essa pergunta tem uma resposta muito simples. Eu posso! Yes, we can (valeu, Obama rsrsrs)! Eu também posso ter um corpo em forma e trabalhar no que eu amo. Só que, é claro, isso vai me demandar um certo trabalho e esforço. Porque pra isso eu preciso emagrecer mais de 20 kg e passar num dos concursos mais difíceis do país. Mas quem pode dizer que eu não sou capaz? 

Acho que dá pra notar que a palavra do momento é inspiração, não? Eu realmente peguei um fôlego nessa semana, e estou louca pra arregaçar as mangas e começar a trabalhar pra alcançar os meus objetivos. Afinal de contas, já estamos em maio! Este ano eu já enfiei o pé (e o tornozelo, e a canela, e o joelho...) na jaca, já patinei tentando me recuperar, já fiz viagem inesquecível, já padeci na luta contra o câncer, e agora está na hora de ter foco naquilo que realmente importa. De volta pra batalha

Agnieszka Radwanska

Aproveitei a empolgação do momento e troquei toda a playlist do blog. A primeira música é de um artista que eu nunca tinha parado pra ouvir antes, o Emicida. Tomei contato com essa música no blog da Ana de Cesaro e já tinha visto essa frase (Levanta e anda) no mural da Camys. Apesar dos pequenos incômodos com a, digamos, pouca consideração pela língua portuguesa na letra (desculpa, gente, eu sou #aloka da correção gramatical rsrs), eu achei a música super pra cima e muito motivacional, que é exatamente o que eu estou precisando. Ela tem uma vibração boa, otimista, sabe? E o que dizer desse tapa na cara: "irmão, você não percebeu que você é o único representante do seu sonho na face da Terra?" E esse refrão fabuloso que diz "levanta e anda" e faz a gente realmente querer pular da cadeira pra ir correr atrás? 
Andrea Petkovic

E no resto da playlist, é claro, toda a minha devoção à música latino-americana. Tem um chileno novo maravilhoso que eu descobri (o Gepe, que é da mesma "safra" do Cristóbal Briceño), tem música nova dos meus colombianos favoritos (o Monsieur Periné), tem uma dupla de rappers porto-riquenhos que tem as letras mais fodásticas que eu já vi (o Calle 13), tem mais chilenas e mais um colombiano, e o saudoso roqueiro argentino Gustavo Cerati. Ficou show, viu? Agora tenho até gosto de dar o play no juke box do meu blog de novo ;) 

E pra começar a semana já dando voadora, terça-feira tenho consulta com meu ortopedista, e estou rezando pra ele me liberar pra correr de novo. Já pensou poder recomeçar treininhos de corrida? É tudo que pedi a Deus. Por sinal, a partir de quarta-feira a programação da atividade física retorna ao normal (graças a Deus, que eu já tô enferrujando!). Além disso, eu tenho pouco tempo e muito trabalho pela frente! 

Garbiñe Muguruza

Minha licença acaba e terei que voltar ao trabalho até o final de junho. Isso significa que tenho menos de 2 meses pra voltar ao peso que eu tinha antes da praia. Afinal, os 75 kg, que são praticamente o peso que eu tinha quando entrei no banco, são uma questão de honra pra mim. Eu simplesmente me recuso a voltar pro banco com um peso maior que esse. Além disso, eu ainda tenho um monte de resoluções de Ano Novo pra cumprir. Tenho um monte de livros pra ler, tenho que começar a escrever meu romance (e por enquanto só tenho anotações), tenho que botar um blog novo no ar pra publicar meus textos, tenho que fazer a revisão dos livros do meu irmão, tenho que organizar meus poemas pra editar um livro de poesias, tenho que me organizar pra continuar no meu trabalho voluntário, e acima de tudo tenho que cumprir meu cronograma de estudos, aproveitando que o edital do concurso ainda não saiu. Ufa! 

Sim, é muito trabalho. Mas como diz um ditado que eu adoro, o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é o dicionário. E vamos trabalhar que essa vida com o corpo e o trabalho dos sonhos não vai cair do céu. Simbora!!!

Victoria Azarenka

PS: As ilustrações do post são as 10 tenistas que mais me inspiram. E não, o fato de a última tenista se chamar Victoria e estar segurando um troféu não é mera coincidência ;) Bora!!!  

27 de abril de 2015

A saga do iodo - Ano 2

81,9 kg

(- 0,3 kg)


E a saga do iodo pra esse ano finalmente acabou, graças a Deus! Já tem quase 2 semanas que voltei a tomar o T4 e já me sinto beeeeem melhor do que na época do TSH a 186 rs... O resultado "oficial" do exame ainda não saiu, mas conversei com o médico e vi as imagens, e não apareceu captação na região do pescoço (onde antigamente havia uma tireoide rsrs). Isso significa que o tratamento conseguiu "matar" qualquer resquício do câncer que porventura tivesse sobrado após a cirurgia, o que significa excelentes notícias. 

Tive que voltar lá na clínica mais 2 vezes além do previsto, porque simplesmente meu corpo não conseguia eliminar o iodo do estômago e intestino. Ficava aparecendo captação de iodo nesses lugares, e pra garantir que realmente se tratava de um acúmulo normal resultante do metabolismo lento e não de metástases do câncer, tive que ficar indo lá até esse iodo sumir das imagens (o que finalmente aconteceu na segunda-feira da semana passada). Felizmente, isso não foi nada muito sacrificante, especialmente porque depois do primeiro dia de imagens eu já estava liberada pra voltar a tomar o hormônio e pra sair da dieta sem iodo (yay!).

Primeira refeição pós-iodo: inesquecível
  
A razão pela qual estou escrevendo este post (além do fato de o blog ser meu e eu escrever nele o que eu quiser kkkkkk... fora que ninguém lê mesmo então what the hell) é pra me lembrar de uma coisa muito importante no futuro. Porque sim, ao que tudo indica eu vou ter que ficar fazendo esse mesmo exame uma vez ao ano por alguns anos, então preciso aprender alguma forma de lidar melhor com tudo isso -- tanto os 30 dias sem hormônio quanto a dieta sem iodo. Só que este ano eu fiz uma descoberta fantástica: a atividade física me salvou do hipotireoidismo. 

Sim, eu consegui! Eu passei os 30 dias em hipotireoidismo indo na academia. Todos os dias. Eu fiz atividade física 6 vezes por semana durante o mês inteiro, incluindo sábados e feriados (rolaram umas caminhadas de uma hora e meia no Gasômetro nos dias em que a academia não abriu). E isso foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Graças à atividade física, eu consegui acelerar um pouquinho a frequência cardíaca e consequentemente o metabolismo. Meu TSH foi a 186, minha pressão estava batendo 8 por 5 e minha frequência cardíaca em repouso caiu a 46. Ou seja, o funcionamento do corpo estava muuuuito devagar. Era pra eu estar me arrastando, mas graças aos treinos eu conseguia cavar um pouquinho de disposição. Eu sei que parece contraditório, mas era como se aquela 1 hora me exercitando meio que "acordasse" meu corpo, sabe? E eu saía dos treinos me sentindo muito melhor do que quando cheguei. Fica a dica para os próximos ciclos de iodo: atividade física SEMPRE! 

Templo anti-hipotireoidismo

Como já era de se esperar, não rolou nada em termos de emagrecimento durante esse período. No fim de semana antes do dia 15 tive um aniversário pra ir e comi um pouquinho além da conta. Também era reta final da dieta sem iodo e eu comi um pouco mais de açúcar do que deveria, porque era basicamente a única coisa que eu ainda não tinha enjoado de comer. Agora, com quase 2 semanas de hormônio, eu sinto que estou começando a desinchar, mas ainda engatei uma TPM e, sim, me permiti tomar umas cervejas e comer umas coisinhas fora do esquadro nos fins de semana (pra constar, um almoço no Outback, uma massa e sorvete). 

O lado bom é que agora também já estou conseguindo pegar mais pesado nos treinos e voltei a sentir aquela evolução, sabe? Aquela! De sentir os pesos ficando mais leves, o coração mais forte quando você acelera o transport, de substituir a sensação de quase-morte na última repetição por um "ei, acho que eu conseguia fazer mais uns três desses". Estou me sentindo cada vez mais forte, ágil e disposta na academia, e todo dia ouço minha personal trainer dizer o quanto ela está feliz com os treinos. E eu também! 

Cada vez mais forte

Mas enfim, embora não viesse aqui postar, eu obviamente continuei me pesando. Aliás, acho que já falei isso aqui (e eu sei que é feio e rude e que ninguém perguntou, mas é a minha opinião e é pra isso que eu tenho um blog -- pra dar a minha opinião, caso ainda não tenha ficado claro rs) mas eu não acredito em blogs sobre emagrecimento que não falam sobre peso, que não revelam números, que fingem que balança não existe. Eu não tenho uma relação obsessiva com a balança, não mesmo. Aliás, minha personal (que está fazendo uma especialização agora e volta e meia quer me usar de "cobaia" pra testar as coisas que ela está aprendendo na faculdade rsrsrs) me pediu pra me pesar 2 vezes na semana e eu estou sendo altamente resistente a essa ideia, porque a última coisa que eu quero é entrar numa paranoia de balança, sabe? Mas manter um controle de se pesar uma vez por semana (ou uma vez por mês, que seja!) é imprescindível pra quem pretende emagrecer. A balança está longe de ser a única ferramenta pra aferir o sucesso e o progresso de um plano de emagrecimento, mas é uma ferramenta indispensável, na minha modesta opinião. 

Então essas foram as pesagens do período em que me ausentei (e essa também é a razão de eu ter "emagrecido" esta semana, embora o peso seja maior que o da última postagem. Considerem como um "wormhole" bloguístico :P) 


03/04/15: 81 (- 0,2 kg)
10/04/15: 82,4 (+ 1,4 kg)
17/04/15: 82,2 (- 0,2 kg)

Balança: a friend made enemy

Em termos de alimentação, algumas coisas interessantes aconteceram durante esse período. Eu melhorei consideravelmente minhas habilidades culinárias e minha relação com o ato de preparar comida, de um modo geral. Descobri gostos, temperos, formas de cozinhar que eu nunca tinha pensado antes. E encontrei prazer em cozinhar, o que pra mim foi o mais importante de tudo. Em 2 semanas tendo que cozinhar minha própria comida, eu fiz coisas deliciosas como um empadão de frango com massa de grão de bico, um refogado de carne moída com legumes, um peixe de forno com batata e temperos e um risoto de frango apimentado. Sei que sou suspeita pra falar, mas absolutamente tudo ficou delicioso. E embora eu não cozinhe mais refeições todos os dias, eu hoje passo bem mais tempo na cozinha do que antes. Por exemplo, se vou fazer um wrap pra janta, eu antigamente jogaria o conteúdo de uma lata de atum dentro dele, enrolaria e deixaria uns minutos na frigideira. Agora eu preparo um molho de tomate caseiro pra usar como base, com ervas e pimentas; espalho na massinha do wrap como se fosse uma pizza, fatio cebola, tomate e pimentão, acrescento um pouco de queijo e orégano e faço uma "pizza". Não é uma refeição mas é uma refeição, sabe? E fica delicioso. E eu fico com aquela sensação de estar comendo comida de verdade, caseira e saborosa, feita com carinho. Não sei explicar, mas hoje isso é a minha concepção de se alimentar melhor. 

Curiosamente, nos dois últimos fins de semana eu dei uma "liberada" na alimentação, pra compensar os últimos 15 dias em que não podia comer iodo. Graças ao hipotireoidismo, eu me sentia constantemente enjoada de qualquer comida, e as opções eram realmente muito restritas. Mas para mim, tirar alguns dias pra comer normalmente não foi "dia de lixo" nem "pé na jaca", sabe? No dia em que comi no Outback, pedimos uma cebola pra 3 pessoas e sobrou cerca de 1/3 dela. Não me joguei no refillzão, bebi uma latinha de água tônica e uma garrafinha de água com gás. Depois do aperitivo, dividi com a minha tia um prato de peixe com batata recheada. E saí satisfeita. Depois fui tomar uma bola de sorvete de Kinder Ovo na Troppo Buono (minha sorveteria preferida). Não foi comprar 3 pacotes de salgadinho e 2 potes de sorvete e uma garrafa de refri pra devorar dentro de casa na frente da TV, como eu teria feito antes. Eu me senti comendo como uma pessoa normal.

A outra refeição da desforra: nhoque ao molho de carne de panela
  
E foi essa sensação que me fez refletir sobre o que eu queria pra minha alimentação daqui pra frente. Um lado de mim continuava falando muito alto a respeito dos 8 kg que eu ganhei nas férias e ainda não perdi. Quer dizer, eu perdi 2, mas ainda faltam 6. Tudo ficou pior porque, nos últimos 2 meses (tempo que teria dado perfeitamente pra perder esses 6 kg na maior tranquilidade) a viagem ao RJ e o tratamento para o exame me tiraram qualquer chance que eu poderia ter de emagrecer. Isso dá uma sensação de perda de tempo e de fracasso, mas é preciso cair na real e enxergar que não foi assim. 

Agora que eu estou plenamente restabelecida, eu não tenho vontade nenhuma (zero mesmo, nada, nihil) de me jogar numa dieta severa à base só de salada, grelhados e frutas. Não tenho vontade nenhuma de fazer NGLL, de tirar glúten ou lactose da minha alimentação. O que eu quero fazer é comer como uma pessoa normal. E é isso que estou fazendo. Eu como torradinhas (com glúten!) e bebo suco no café da manhã; como arroz (integral) e feijão no almoço junto com a salada e o grelhado; como um iogurte com granola ou uma barrinha de castanhas no lanche; e como um sanduíche de pão integral (com glúten) na janta, ou uma pizza de wrap com molhinho, temperinhos e queijo. E ainda posso comer uma gelatina com frutas ou uma ricota com mel depois do jantar. É comida de verdade, é saudável, é até light, mas é normal, sabe? 

E isso é tudo que eu desejo pro momento: me alimentar como uma pessoa normal. Não quero uma "dieta" que me faça emagrecer 2 kg em uma semana se o preço a pagar por isso for engordar 2 kg no próximo fim de semana porque eu comi uma massa (cheia de glúten, esse demônio! rsrsrs). Talvez devagar e sempre seja melhor do que ter pressa agora. 

E sempre

Um exemplo? Vou arrancar um dente essa semana e hoje no super comprei um pote de sorvete e uma bandeja de iogurte (porque, como todo mundo sabe, quem arranca dente tem que comer coisas geladas e pastosas). Também comprei ervilhas e milho pra fazer sopinhas. Infelizmente terei que ficar uns dias sem malhar, por motivos óbvios, mas faz parte. Eu estava morrendo de dúvida sobre arrancar esse dente ou não (a extração era optativa pra corrigir um problema estético no meu tratamento ortodôntico), mas resolvi fazer porque no fim das contas isso vai dar um resultado melhor pro tratamento como um todo. É uma forma de cuidado e de amor para com o meu corpo, pra garantir um sorriso bonito num futuro próximo, então por que não fazer? Provavelmente esta semana não vá ser muito boa pro meu emagrecimento, já que vou comer um pouco fora do normal e não vou malhar, mas tudo bem. Não é uma semana que vai colocar todo um esforço a perder. 

Afinal, não é à toa que eu vou na academia 6 vezes na semana. No começo de maio, tenho consulta marcada com meu ortopedista e espero que ele me dê a boa notícia de que eu posso voltar a correr :D Aí meus treinos vão evoluir de vento em popa. E tenho certeza de que muito em breve volto pra casa dos 70 e, logo, logo, pros tão queridos 75 que eu tinha antes da praia. Tudo com paciência, um passinho após o outro. 

Como diria o tio Johnny: keep walking! Simbora!

 
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